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OmniLAMP conquista Prêmio Abril & Dasa da edição especial Covid-19

  • sábado, 12 de dezembro de 2020
  • OmniLAMP

A Visuri e a Fiocruz, parceiras no desenvolvimento do OmniLAMP, dispositivo portátil para o diagnóstico molecular da Covid-19, receberam o Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica de 2020, que nesta terceira edição reconhece e homenageia os profissionais de saúde e cientistas que têm se destacado na luta contra o novo coronavírus.

O prêmio é uma iniciativa dos grupos Abril e Dasa, com a curadoria de Veja Saúde, que visa reconhecer projetos e profissionais médicos que fazem a diferença nas áreas científica, clínica e assistencial. Um júri renomado internacionalmente analisou dezenas de trabalhos submetidos nas cinco categorias: Inovação em Medicina Social, Inovação em Medicina Diagnóstica, Inovação em Genética, Inovação em Prevenção e Inovação em Tratamento.

Para Emerson Gasparetto, Chief Medical Officer do grupo Dasa, a premiação trouxe um sentimento diferente em um ano desafiador. “Tivemos trabalhos espetaculares em todas as frentes e é um orgulho para nós poder trabalhar junto e reconhecer o esforço dos pesquisadores que trabalham com tanta disposição para combater a Covid-19. E, principalmente, dar visibilidade à ciência do nosso País”, disse durante a cerimônia virtual, realizada no último dia 9.

A tecnologia OmniLAMP, grande vencedora da categoria Inovação em Genética, que já obteve certificação da Anvisa, torna possível a realização do diagnóstico molecular da Covid-19 com estrutura laboratorial mais simples, reduzindo custo e tempo de realização. Essas características permitirão a democratização desse tipo de diagnóstico, com a mesma qualidade de entrega da técnica RT-PCR. O CEO da Visuri, Henrique Martins, especialista em Engenharia Biomédica, destaca o excelente resultado de uma parceria público-privada para a sociedade: “Esse projeto, além de uma grande experiência para a nossa empresa, veio provar que a parceria público-privada pode entregar para a sociedade soluções de impacto mundial. A importância desse prêmio para toda a nossa equipe é perceber a sensibilidade em especial desse júri qualificado, em reconhecer a complexidade de uma solução que vai trazer benefícios não somente enquanto houver a pandemia, mas para além disso, e que vai permitir benefícios não só com a qualidade da entrega, mas também com a acessibilidade dos resultados”, disse Henrique.

Já o pesquisador da Fiocruz, Rubens do Monte, especialista em Biologia Molecular, destacou que participar do Prêmio Abril & Dasa de Inovação é um grande termômetro, pois esse seleciona o que há de mais moderno e inovador a cada ano. “Concorremos com grandes projetos na área. Portanto, a premiação nos motiva frente aos desafios no enfrentamento de uma crise sanitária da magnitude da pandemia de COVID-19, com o desenvolvimento de tecnologia capaz de capilarizar o teste de diagnóstico molecular, que pode ser utilizado em clínicas médicas, em laboratórios, unidades básicas de saúde e empresas”, ressalta Rubens.

OmniLAMP: popularização do teste molecular

Com o OmniLAMP a detecção do RNA viral se dá por meio da amplificação isotérmica do material genético do vírus encontrado em amostras de swab – tipo cotonete, nasal e orofaríngeo ou saliva. Ao final da reação, as amostras positivas apresentam um sinal de saída colorido, que é captado e interpretado automaticamente pelo software do equipamento.

O sistema possui ainda georreferenciamento e conexão com a Internet. Esses recursos permitem o armazenamento dos dados nos servidores WEB da empresa, para o acompanhamento remoto em tempo real da operação e dos relatórios gerados.

Com relação ao resultado do teste, ele pode ser acessado pelo celular, por meio da utilização de um aplicativo e é obtido entre 30 e 60 minutos, diferentemente, de outras técnicas cujo processo de extração, amplificação e tratamento dos dados podem levar seis horas até a liberação do resultado.

Outra vantagem do OmniLAMP é que ele necessita de uma estrutura laboratorial de baixa complexidade, além do uso de reagentes diferentes dos utilizados no teste PCR. A pesquisa para desenvolvimento do OmniLAMP teve início em 2018, e tinha como foco o diagnóstico para dengue, zika e chikungunya. Com a pandemia, a tecnologia foi adaptada para detecção do material genético do coronavírus.